Acabei o “Eu S/A” e já acendi este logo na bituca. Faz um tempo (o suficiente pra dizer “desde sempre”) que eu estou querendo o versos satânicos mas ou está em falta, ou eu acabo esquecendo de ver. Minha última incursão foi sábado passado num sebo em Pinheiros cujo único exemplar estava reservado. Ficaram de me ligar se o reservante desistisse. Bom, sei lá.
De tal modo que na falta daquele primeiro, outro dia adquiri este “Shalimar, o equilibrista” meio que por impulso e completamente influenciado pela leitura de resenha no jornal. Deu certo uma vez, tomara que a sorte se repita. Logo nestas primeiras páginas em que me encontro já deu pra sacar um pouco da fanfarronice que quase custou a vida do maluco com o versos satânicos. Vamos ver. Quando eu terminar digo o que achei.
Agora, a Jennifer Governo é divertidíssima. O cara manda bem, segura a onda com bom humor. Dá pra ter empatia pela integridade dos mocinhos, pela canalhice dos bandidos e torcer pra que as coisas dêem certo no final. Nada que se diga “supiiiimpa, é o melhor livro que eu já li na vida”, mas, pô, integra com dignidade a biblioteca das leituras nerds obrigatórias.
Fico aqui pensando que mesmo em 2003 quando o livro foi lançado a história já era pra lá de batida. Mas acho que realmente o mérito está mesmo é na tiração de sarro com as corporações (se bem que as discussões estapafúrdias que o pessoal de marketing do livro tem não são lá muito diferentes de algumas reuniões insólitas das quais já tive a — coloque aqui o adjetivo de sua preferência — oportunidade de participar) e na condução de personagens pop, arquetípicos e urbanóides-clichê, que poderiam muito bem habitar uma graphic novel da Vertigo ou filme do Tarantino, ou do Guy Ritchie, com tranquilidade…
Eduardo Marques Tanaka




1 Response to “shalimar, o equilibrista.”